sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

ECLESIASTES – A RAZÃO SUPREMA DO VIVER

CRISTO NA BÍBLIA (Pr. Eudes) ECLESIASTES – A RAZÃO SUPREMA DO VIVER O rei Salomão produziu três livros canônicos: Provérbios, Eclesiastes e Cantares. Cantares foi produzido na primeira fase do seu reinado. Provérbios no auge de sua vida ministerial e Eclesiastes no final de sua vida. A Bíblia nos revela que Salomão teve muitas mulheres, contrariando a recomendação do reino em Deuteronômio (Dt 17.8-13). As suas mulheres estrangeiras, adoravam outros deuses, e isso levou Salomão à idolatria e a afastar-se do Senhor. O texto histórico não relata a restauração espiritual de Salomão, mas isso aconteceu por causa da promessa de Deus feita a Davi em 2 Sm 7.12-16. Na aliança davídica, vemos que se o herdeiro de Davi (Salomão) falhasse Deus não retiraria dele a sua benignidade como tirara de Saul. O livro de Eclesiastes é uma profunda reflexão sobre a existência do homem na terra. Salomão fala sobre a falta de sentido da vida sem a presença de Deus. Tudo é vaidade e correr atrás do vento. O livro termina com um importante conselho: “Teme a Deus e guarda os seus mandamentos; porque isto é o dever de todo o homem”. Olhando as Escrituras podemos observar que o homem foi criado à imagem e semelhança de Deus e só Deus pode preencher o vazio do seu coração, ou seja, só Deus pode dá sentido à existência humana. O livro de Eclesiastes não tem nenhuma referência cristológica explicita, no entanto a sua mensagem fala profundamente da insatisfação da alma que vive só em função das coisas deste mundo e por natureza aspira pela presença de Deus. O Senhor Jesus citando Deuteronômio 7.3 disse que nem só de pão viverá o homem e sim também de toda a palavra que sai da boca de Deus. (Dt 8.3; Mt 4.4). Tratando da satisfação da alma, o Senhor Jesus disse que quem bebesse da água que ele desse nunca mais teria sede, pois essa água faria nele uma fonte que jorra para a vida eterna (Jo 4.14). Ele disse também que viera para que quem cresse nele tivesse vida e vida com abundância (Jo 10.10). Disse ainda o Senhor que quem cresse nele, do seu interior fluiria rios d`água viva (Jo 7.38). O vazio do homem identificado em Eclesiastes só pode ser preenchido, com certeza, pelo Bendito Filho de Deus, no Senhor Jesus Cristo. Pr. Eudes Lopes Cavalcanti

PROVÉRBIOS – A SABEDORIA DIVINA

CRISTO NA BÍBLIA (Pr. Eudes) PROVÉRBIOS – A SABEDORIA DIVINA O livro de Provérbios é um dos livros do grupo de livros do Antigo Testamento chamados de Poéticos. Os Poéticos por sua vez se dividem em livros de sabedoria (Jó, Provérbios e Eclesiastes) e livros hínicos (Salmos e Cantares). A maioria dos provérbios foi escrita por Salomão, que foi um habilidoso escritor. O texto de 1 Reis 5.12, nos diz que ele produziu três mil provérbios sendo muitos deles aproveitados no livro de Provérbios. Esse livro é o livro de máximas inspiradas por Deus. Os provérbios, conforme encontrados nesse livro, podem ser identificados por um versículo ou por um grupo deles. Quanto a Cristologia não encontramos nesse livro nenhum texto explicito que trate do assunto. No entanto, na discrição da excelência da sabedoria nos capítulos 8 e 9 (sendo sabedoria um substantivo abstrato), podemos observar uma personificação da mesma. É como se ela fosse uma personalidade (Pv 8.22-31). Termos tais como “o Senhor me possuía no inicio de sua obra”, “Deste a eternidade fui estabelecida”, “Quando ele preparava os céus, ali estava eu”, “então, eu estava com ele e era o seu arquiteto”, etc, inferem que o Senhor Jesus é representado nesse livro como a sabedoria divina. O rei Salomão foi o homem mais sábio da época, no entanto, nos é dito nos evangelhos que Jesus (Lc 11.31) é maior do que ele, inclusive no quesito sabedoria. Num monólogo dramático exposto no capitulo 8 de Provérbios, a sabedoria declara a sua associação com o Criador na eternidade, especialmente na obra da criação, inclusive dizendo que ela foi o agente da criação, o seu arquiteto, ou seja, Deus criou todas as coisas através dela. No Novo Testamento encontramos que o Senhor Jesus Cristo é a sabedoria de Deus (1 Co 1.24,30; Cl 2.3). Muitas das características da sabedoria descritas em Provérbios têm extraordinárias semelhanças Cristológicas. Pr. Eudes Lopes Cavalcanti

Pastor Eudes Lopes Cavalcanti - Pregação do dia 05/02/2017

Pastor Eudes Lopes Cavalcanti - Pregação do dia 29/01/2017

Pastor Eudes Lopes Cavalcanti - Pregação do dia 01/01/2017

Pastor Eudes Lopes Cavalcanti - Pregação do dia 25/12/2016

Pastor Eudes Lopes Cavalcanti - Pregação do dia 05/12/2016

A Interrogação acerca do tributo (Mc 12.13-17)

Reflexões no Evangelho de Marcos A Interrogação acerca do tributo (Mc 12.13-17) Depois de proferir a parábola dos lavradores maus, o Senhor Jesus é arguido sobre uma questão delicada no meio do povo de Deus da época, que era a questão do imposto cobrado da nação israelita pelo império romano que dominava o mundo da época. Dois grupos de pessoas fizeram a pergunta: os fariseus e os herodianos. A pergunta visava levar Jesus, dependendo da resposta, a um confronto com Roma ou com os nacionalistas judeus. Os fariseus, como já sabemos, era um grupo radical rigoroso observador da lei mosaica e de suas tradições. Os herodianos eram um grupo politico, seguidor de Herodes, daí o seu nome. Na introdução da pergunta eles elogiaram ao Senhor Jesus dizendo que ele era um homem de verdade que não se impressionava com a aparência alheia, e que ensinava a verdade de Deus, e perguntaram: “é licito dar o tributo a Cesar, ou não? Daremos, ou não daremos?” O texto diz que Jesus percebendo a malicia da pergunta pediu uma moeda corrente da época e perguntou de quem era a efigie dela, e eles prontamente disseram: de César (imperador romano), e Jesus lhes disse estas célebres palavras: “Dai, pois, a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus”. O texto nos diz que eles ficaram maravilhados com a resposta. Com a sua resposta o Senhor Jesus estava ensinando que eles deveriam cumprir as suas obrigações civis, mesmo sob domínio estrangeiro, e também, principalmente, cumprir as suas obrigações para com Deus, sendo essas últimas mais importantes do que as primeiras. O cristão é cidadão de dois reinos: o deste mundo e do reino de Deus. Como cidadãos do reino humano, independente de qual seja a forma de governo, deve cumprir as suas obrigações, e como cidadão do reino de Deus também deve fazer o mesmo e essa última com muito mais dedicação. Pr. Eudes Lopes Cavalcanti

A Parábola dos Lavradores Maus (Mc 12.1-12)

Reflexões no Evangelho de Marcos A Parábola dos Lavradores Maus (Mc 12.1-12) Uma parábola era uma história contada tendo como pano de fundo o cotidiano da vida da época, com a finalidade de trazer uma lição de natureza espiritual ou moral. Na parábola do texto em apreço, o Senhor Jesus tratou da Sua rejeição por Israel culminando com o Seu assassinato e do consequente juízo de Deus sobre aquela nação. A história contada por Jesus fala sobre um homem que plantou uma vinha e a arrendou a uns lavradores e ausentou-se do país. No tempo da colheita, mandou alguns dos seus servos para receber dos frutos da vinha, mas os arrendadores não quiseram cumprir o combinado, e despacharam os servos depois de tê-los espancados e humilhados. Isso aconteceu por diversas vezes. Por fim aquele proprietário, que representa Deus, mandou o seu único filho, para tratar com os lavradores e eles, perversamente o mataram fora da vinha (Jerusalém). É-nos dito pela parábola que aquele proprietário viria, puniria os lavradores maus e daria a vinha a outros. Essa parábola de Jesus foi dita contra a liderança de Israel que representava aquela nação, e que rejeitara o Filho de Deus, e que o mataria, o que de fato aconteceu. A parábola que era também uma mensagem profética se cumpriu na vida de Israel e do Filho de Deus. Eles rejeitaram o Messias esperado porque ele viera em humilhação e não em glória. Outro cumprimento profético é que Israel pelo fato de ter rejeitado o Messias perdera o seu status de povo de Deus dando lugar a Igreja. (Que fará, pois, o dono da vinha? Virá, exterminará aqueles lavradores e passará a vinha a outros). Em seguida Jesus cita a escritura (Sl 118.22,23) que fala sobre a pedra de esquina rejeitada pelos edificadores e diz que essa obra da rejeição do Messias e da substituição de Israel pela Igreja era algo maravilhoso, por que fora feita por Deus dentro do seu propósito eterno. Pr. Eudes Lopes Cavalcanti

sábado, 11 de fevereiro de 2017

A Purificação do Templo (Mc 11.15-19)

Reflexões no Evangelho de Marcos A Purificação do Templo (Mc 11.15-19) Os quatro evangelistas relatam um episódio importante relacionado a Israel acontecido no final do ministério do Senhor Jesus que foi a purificação do templo, sendo que os sinóticos relatam isso no final do seu ministério e o de João no inicio do seu evangelho (Jo 2.13-22). No evangelho de Marcos (11.11) o relato nos diz que Jesus ao adentrar pela última vez em Jerusalém observou tudo o que acontecia no templo e depois foi para Betânia. Certamente o que Jesus viu no templo e não gostou deu ensejo ao que ele fez no dia seguinte. “... e Jesus, entrando no templo, começou a expulsar os que vendiam e compravam no templo; e derribou as mesas dos cambistas e as cadeiras dos que vendiam pombas. E não consentia que ninguém levasse algum vaso pelo templo” Mc 11.15,16. É importante lembrar que o sistema religioso de Israel na época tinha diversas atividades que exigiam sacrifícios de animais. Evidentemente que para operacionalizar isso, tornava-se muito mais fácil para o adorador, no lugar de trazer um animal ou uma ave de um lugar longínquo, comprá-lo em Jerusalém e oferecê-lo ao Senhor. Jesus não questionou essa possibilidade. A questão de Jesus é que eles fizeram da religião um lucrativo negócio e isso dentro do próprio templo, no átrio. Quando veio de Betânia para esse processo de purificação, já veio com um azorrague (chicote) com o qual ameaçou ou até tenha dado umas chibatadas em alguém. Deus estava sendo insultado pela atitude daqueles que faziam da religião um negócio. A casa do Pai, disse Jesus, era um lugar de adoração e não um covil de salteadores. Essa obra significativa nos mostra quão sagrado é o lugar onde Deus é adorado. Na nova dispensação, a Igreja é o santuário do Deus vivo. As igrejas locais são santuários do Espirito Santo. Deus habita no meio da Igreja e no interior de cada crente genuíno. Os adoradores devem se vestir de santos ornamentos e terem o cuidado de não ferir a santidade de Deus, pois a Igreja é a coluna e firmeza da verdade e nela Deus é adorado e glorificado. Pr. Eudes Lopes Cavalcanti