quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

PREGAÇÃO PASTOR EUDES - O CULTO QUE AGRADA A DEUS

APOCALIPSE - CRISTO, O ALFA E O ÔMEGA

CRISTO NA BÍBLIA   (Pr. Eudes)

APOCALIPSE -  CRISTO, O ALFA E O ÔMEGA

O livro de Apocalipse foi escrito pelo apóstolo João no final de sua vida. Esse livro foi escrito num estilo literário conhecido como linguagem apocalíptica, onde a mensagem é apresentada através de símbolos, visões, profecias, figuras de linguagem, etc. Ele foi escrito para consolar a Igreja de Cristo que estava sofrendo perseguições pelo império romano que, na época, o imperador (César) reivindicava adoração como se Deus fosse. Isso era inaceitável para a Igreja que só tinha como objeto de adoração o Deus triúno. Alguns teólogos reformados veem esse livro como algo muito esmerado, que conta a história da Igreja (o mesmo período) sete vezes, desde a primeira vinda de Cristo até a consumação que se dará na sua Segunda Vinda, sendo que nessas sete seções os acontecimentos vão sendo revelados numa ordem crescente até chegar a sua consumação ou ao seu clímax. O número sete, nesse livro, ocupa papel preponderante, significando ele a coisa completa, em sua plenitude (sete igrejas, sete anjos, sete espíritos, sete selos, sete trombetas, sete taças, etc). Assim sendo, por exemplo, o livro foi destinado a sete da Ásia Menor da época, mas é para toda a Igreja do Senhor em todas as épocas e em todos os lugares. O Senhor Jesus no Apocalipse é revelado logo no capitulo um como o Supremo Juiz do universo. Nos capítulos dois e três ele é revelado como Deus onipresente e soberano Senhor que domina sobre a Igreja e anda no meio dela. No capítulo cinco ele é revelado como o único digno de abrir o livro e desatar os seus sete selos, ou seja, ditar o ritmo da história, pois foi morto e com o seu sangue comprou para Deus o Pai, pessoas de todas as tribos, línguas, povos e nações e as fez reis e sacerdotes espirituais. No capitulo seis é Jesus quem controla a história com a abertura dos selos. Ele é revelado também nesse livro como o Filho varão que vai reger a terra. O capitulo dezenove, explicitamente, fala sobre a Segunda Vinda do Senhor Jesus acompanhado pelos seus anjos para punir os inimigos da Igreja (o dragão e as duas bestas) e dar a Igreja um final feliz. Ele ainda é revelado como o Alfa e Ômega (a primeira e a última letra do alfabeto grego), como o Princípio e o Fim, ou seja, tudo é dEle, é por Ele e para Ele, glória, pois, eternamente a Ele.
Pr. Eudes Lopes Cavalcanti 

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

CRISTO NA BÍBLIA - JUDAS (CRISTO COMO O JUIZ QUE JULGA O PECADO)

CRISTO NA BÍBLIA   (Pr. Eudes)
JUDAS -  CRISTO COMO O JUIZ QUE JULGA O PECADO
Essa epistola foi escrita por Judas, irmão de Tiago e meio irmão de nosso Senhor Jesus Cristo. Judas intencionava escrever sobre a fé comum, talvez sobre algum tema doutrinário, mas mudou de ideia devido à urgência de escrever essa carta para combater uma heresia que crescia na época no meio da Igreja, que ensinava que o salvo pela fé em Cristo era uma pessoa livre de qualquer lei, inclusive da lei de Cristo, portanto podia viver como quisesse sem o controle do Espirito e sem a obediência aos mandamentos divinos, eles eram antinominianos, palavra que significa contrários a lei. Judas qualificou esses falsos mestres como vis, ímpios, que não tinham o Espirito, e os compara a Caim (liberais), a Balaão (cobiçosos) e a Coré (rebeldes), personagens do Antigo Testamento.  A carta de Judas que foi escrita, provavelmente, entre os anos 70 a 80 da era cristã, tem as seguintes características: 1) é a carta que contém a mais veemente censura contra os falsos mestres da época; 2) Usa ilustrações do juízo de Deus no Antigo Testamento sobre três homens ímpios (Caim, Balaão e Coré); 3) Sob a direção do Espirito o autor usa diversos escritos (As Escrituras do Antigo Testamento, as tradições judaicas, e 2ª Pedro); 4) Contém uma das mais lindas bênçãos do Novo Testamento: “Ora, àquele que é poderoso para vos guardar de tropeçar e apresentar-vos irrepreensíveis, com alegria, perante a sua glória, ao único Deus, Salvador nosso, por Jesus Cristo, nosso Senhor, seja glória e majestade, domínio e poder, antes de todos os séculos, agora e para todo o sempre. Amém!” Jd 24,25. Quanto à Cristologia, Judas apresenta na sua doxologia (hino de louvor) Cristo como nosso Senhor, Senhor da Igreja e também do universo. Em relação a Cristo como Juiz que julga o pecado, Judas cita uma profecia proferida por Enoque, o sétimo depois de Adão: “E destes profetizou também Enoque, o sétimo depois de Adão, dizendo: Eis que é vindo o Senhor com milhares de seus santos, para fazer juízo contra todos e condenar dentre eles todos os ímpios, por todas as suas obras de impiedade que impiamente cometeram e por todas as duras palavras que ímpios pecadores disseram contra ele” Jd 14,15. Judas atrela o juízo final à Segunda Vinda de Cristo em glória, acompanhado dos anjos dos Céus. O Senhor Jesus, conforme revelado no capitulo 1 de Apocalipse, é o grande Juiz do universo. Julgará os homens e os anjos caídos . Todos irão comparecer diante dele para prestar contas de sua mordomia (tempo, vida e bens). 
Pr. Eudes Lopes Cavalcanti 




CRISTO NA BÍBLIA - 1ª, 2ª, 3ª JOÃO (O CRISTO QUE VEIO EM CARNE)

CRISTO NA BÍBLIA   (Pr. Eudes)
1ª, 2ª, 3ª JOÃO -  O CRISTO QUE VEIO EM CARNE

O apóstolo João escreveu cinco livros canônicos (O Evangelho de João, 1ª, 2ª, 3ª João, e Apocalipse). No Evangelho, João enfatiza Cristo como o Filho Unigênito de Deus. No Apocalipse, O Primeiro e o Ultimo, o Alfa e o Ômega, e nas suas epístolas João enfatiza Cristo como o Deus encarnado. João escreveu 1ª João para combater uma heresia que grassava na Igreja da época sobre a pessoa de Cristo, que ensinava que Jesus não viera em carne. Na sua 2ª carta João adverte a Igreja sobre os falsos mestres que perambulavam pelas Igrejas na época, ensinando falsas doutrinas. Em 3ª João, o autor sacro adverte a Igreja sobre uma liderança autocrática que presidia uma das Igrejas locais da época, que estava sob a supervisão apostólica. O Gnosticismo que João combatia era a mais perigosa heresia que rondava a vida das Igrejas da época, ensinava que a salvação não era pela graça divina mediante a fé em Cristo, e sim através dum conhecimento profundo oriundo de um sincretismo que misturava doutrinas cristãs, paganismo e filosofia grega. Era uma religião esotérica. Em relação à pessoa de Cristo, o Gnosticismo ensinava que Ele não tinha um corpo físico, real, e sim uma aparência de corpo, ou seja, Cristo não era humano e não era o Deus que encarnara. “Amados, não creiais em todo espírito, mas provai se os espíritos são de Deus, porque já muitos falsos profetas se têm levantado no mundo. Nisto conhecereis o Espírito de Deus: todo espírito que confessa que Jesus Cristo veio em carne é de Deus; e todo espírito que não confessa que Jesus Cristo veio em carne não é de Deus; mas este é o espírito do anticristo, do qual já ouvistes que há de vir, e eis que está já no mundo” 1 Jo 4.1-3. João ainda combate com o seu Evangelho e com a sua primeira carta, cuja ênfase é na deidade de Cristo, aquele ensinamento gnóstico que dizia que Jesus não era Deus e sim um deus: “Nisto conhecemos que estamos nele, e ele em nós, pois que nos deu do seu Espírito, e vimos, e testificamos que o Pai enviou seu Filho para Salvador do mundo. Qualquer que confessar que Jesus é o Filho de Deus, Deus está nele e ele em Deus”. 1 Jo 4.13-15. (Veja ainda Jo 20.31). Sobre a humanidade de Cristo, João disse que o Verbo divino, o Deus Filho, se fez carne e habitou entre nós (Jo 1.14). E sobre a deidade de Cristo, tanto o Evangelho de João como a 1ª carta de João diz que Jesus é o Filho de Deus (Jo 1.1-3; 1 Jo 5.20). João ainda apresenta a Cristo na sua humanidade como paradigma e modelo a ser imitado. “Aquele que diz estar nele, também deve andar como ele andou” 1 Jo 2.6.
Pr. Eudes Lopes Cavalcanti

CRISTO NA BÍBLIA - 2º PEDRO (O CRISTO QUE HÁ DE VIR)

CRISTO NA BÍBLIA   (Pr. Eudes)
                               2º PEDRO  -  O CRISTO QUE HÁ DE VIR
Na sua primeira carta, Pedro enfatiza a obra redentora de Cristo Jesus, realizada na cruz do Calvário. Nessa obra, Cristo levou sobre si os pecados do seu povo, resgatando-o das garras do diabo e o colocando numa posição exaltada no que se refere à área espiritual. Aos cristãos dispersos no mundo de então, Pedro diz que eles eram o povo de Deus, geração eleita, sacerdócio real e nação santa, e povo de propriedade exclusiva de Deus (1 Pe 2.9). Na sua segunda carta, Pedro combate os falsos mestres que negavam a segunda vinda do Senhor e a necessidade de se viver uma vida santa baseada nas Sagradas Escrituras. Esses homens estavam no meio da igreja minando a sua esperança no futuro escatológico do povo de Deus. Ao escrever essa carta, Pedro visava encorajar aos irmãos a perseverarem numa vida de santidade e de um contínuo crescimento em Cristo Jesus. A segunda carta de Pedro tem as seguintes características: 1) contém uma das declarações mais contundentes da inspiração das Escrituras; 2) contém informações escatológicas semelhantes à epístola de Judas, que demonstra que o autor de Judas aproveitou as informações da segunda carta de Pedro; 3) o capitulo três de 2ª Pedro é um dos grandes textos que tratam da segunda vinda de Cristo, inclusive do consequente fim do mundo; 4) Pedro cita Paulo como escritor inspirado por Deus. Falando sobre a segunda vinda do Senhor, Pedro revela o plano de Deus para a terra e o universo que habitamos quando trata do Dia do Senhor: “Virá, entretanto, como ladrão, o Dia do Senhor, no qual os céus passarão com estrepitoso estrondo, e os elementos se desfarão abrasados; também a terra e as obras que nela existem serão atingidas”. 2 Pe 3.10.  Em seguida, ele exorta os crentes a se prepararem para esse grandioso evento, e diz o porquê disso: “Visto que todas essas coisas hão de ser assim desfeitas, deveis ser tais como os que vivem em santo procedimento e piedade, esperando e apressando a vinda do Dia de Deus, por causa do qual os céus, incendiados, serão desfeitos, e os elementos abrasados se derreterão.” 2 Pe 3.11,12. Depois, Pedro fala sobre novos céus e nova terra como consequência da renovação que Deus fará no universo, limpando-o da mancha do pecado. (2 Pe 3.13).
Pr. Eudes Lopes Cavalcanti




sexta-feira, 10 de novembro de 2017

CRISTO NA BÍBLIA - 1ª PEDRO (CRISTO, O REDENTOR DA IGREJA)

CRISTO NA BÍBLIA   (Pr. Eudes)

                       1ª PEDRO  -  CRISTO, O REDENTOR DA IGREJA

Pedro foi um dos três apóstolos mais achegados a Cristo (Pedro, Tiago e João). Era um pescador e tinha uma sociedade pesqueira com Tiago e João, filhos de Zebedeu. Como apóstolo achegado a Cristo, Pedro presenciou, juntamente com os filhos de Zebedeu, acontecimentos na vida de Jesus que os outros não presenciaram: A ressurreição da filha de Jairo, a transfiguração de Jesus no monte, e a agonia mais intensa de Jesus no Getsêmani. Pedro escreveu duas cartas canônicas (1ª e 2ª Pedro) aos irmãos dispersos pelo mundo de então. Na sua primeira carta, ele anima os irmãos em Cristo que estavam sofrendo perseguição por causa da fé em Cristo bem como na perspectiva do martírio, e para isso apresenta Cristo como o exemplo de paciência diante da perseguição e do sofrimento. Nessa carta, Pedro revela que, mesmo estando espalhados na Ásia Menor, eles constituíam o povo de propriedade exclusiva de Deus, nação santa e geração eleita, e anima-os a proclamarem as virtudes de nosso Senhor Jesus Cristo. Esse povo fora resgatado da sua vã maneira de viver pelo sangue do Cordeiro derramado na cruz do Calvário. “Sabendo que não foi com coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados da vossa vã maneira de viver que, por tradição, recebestes dos vossos pais, mas com o precioso sangue de Cristo, como de um cordeiro imaculado e incontaminado, o qual, na verdade, em outro tempo, foi conhecido, ainda antes da fundação do mundo, mas manifestado, nestes últimos tempos, por amor de vós”. 1 Pe 1.18-20. O homem nasce escravizado pelo pecado e vive sob o seu domínio. Cristo se manifestou para libertar o homem da escravidão do pecado e para isso ofereceu a sua preciosa vida em sacrifício pelos pecados do seu povo. Com a sua morte na cruz, Cristo resgatou da escravidão do pecado os que creem nele. Jesus é o grande redentor. O preço que pagou para nos libertar da escravidão (domínio do pecado), foi o seu precioso sangue derramado na cruz. “Aquele que nos ama, e em seu sangue nos lavou dos nossos peados” Ap 1.5. Paulo corrobora as palavras de Pedro, quando disse: “Em quem temos a redenção pelo seu sangue, a remissão das ofensas, segundo as riquezas da sua graça” Ef 1.7. (Leia ainda Cl 1.13,14).  
Pr. Eudes Lopes Cavalcanti    

PREGAÇÃO PASTOR EUDES - 05/11/17 - OS PONTOS CENTRAIS DA REFORMA OS CINCO SOLAS

sábado, 4 de novembro de 2017

CRISTO NA BÍBLIA - TIAGO (CRISTO, O SENHOR DA GLÓRIA)

CRISTO NA BÍBLIA   (Pr. Eudes)
                         TIAGO  -  CRISTO, O SENHOR DA GLÓRIA
 Tiago, irmão do Senhor e pastor da Igreja em Jerusalém escreveu o livro canônico que leva o seu nome. Ele escreveu aos judeus crentes espalhados no mundo de então, visando encorajá-los a enfrentar as várias provações que estavam pondo aqueles irmãos à prova. Essa carta também foi escrita para corrigir ideias erradas acerca da natureza da fé cristã bem como para instruí-los sobre o resultado prático de uma fé genuína em Cristo. A carta de Tiago trata de diversos temas relacionados à vida cristã, como por exemplo: suportar com alegria as tribulações; resistir às tentações; praticar a Palavra de Deus; o valor de uma fé viva; o cuidado com a língua; o cuidado com a sabedoria humana à parte da divina; administrar as riquezas; o valor e o poder da oração, etc. Por causa de sua ênfase na questão do bom proceder, a carta de Tiago é comparada ao livro de Provérbios, pois ambos espelham o caráter de um verdadeiro cristão, tendo Cristo como o paradigma de uma vida que agrada a Deus. Essa carta ainda é comparada ao livro de Amós por causa de sua ênfase em questões sociais. A carta de Tiago faz quinze referências ao Sermão do Monte, proferido pelo Senhor Jesus Cristo no início do seu ministério, e registrado por Mateus e Lucas. Quanto à Cristologia, Tiago enfatiza a Jesus como o Senhor da glória, Deus glorioso, único objeto da fé salvadora. Ele faz essa citação quando advertia aos seus leitores sobre a questão de não se fazer acepção de pessoas, especialmente dentro da Igreja, discriminando-as por causa de suas posições sociais (Tg 2.1-13). Tiago ainda fala sobre a segunda vinda do Senhor e encoraja a Igreja a esperar com paciência esse grande e glorioso dia. É bom lembrar que a segunda vinda do Senhor é um dos eventos mais bem documentado de todo o Novo Testamento. A exceção de Filemom, 2 e 3 João, os outros livros tratam do assunto, direta ou indiretamente. Tiago também enfatiza a Cristo como o grande Juiz do Universo que está à porta. Sabemos pelas Escrituras que ao Senhor Jesus foi entregue todo o julgamento (Jo 5.22). Jesus hoje é o advogado de todo aquele que nele crê e o aceita como Salvador e Senhor. Quando de sua segunda vinda, Ele será o grande Juiz do universo diante de quem todos comparecerão, no devido tempo, para dar conta de sua mordomia. Dado a gravidade do assunto, Tiago exorta aos leitores a viver uma vida sem queixas nem contendas, pois o Juiz está à porta (Tg 5.9).
Pr. Eudes Lopes Cavalcanti



sábado, 28 de outubro de 2017

ESTATUTO DA IGREJA EVANGÉLICA CONGREGACIONAL (ATUALIZADO)


ESTATUTO DA IGREJA EVANGÉLICA CONGREGACIONAL DE ______________________  
Capítulo I
Da Instituição, Natureza, Fins e Governo 
Art. 1° - A Igreja Evangélica  Congregacional de _____________, organizada em  -----------, com CNPJ ___________________ é uma entidade religiosa sem fins lucrativos, com sede na cidade de ________________ , Estado de ______________, tendo como objetivos principais: celebrar cultos a Deus  em espírito e em  verdade; edificar os crentes através do ministério das Sagradas Escrituras; difundir  o santo  Evangelho de  nosso  Senhor  Jesus Cristo para salvação de pecadores; e cuidar dos santos necessitados através do ministério da Beneficência. 
Art. 2º - Esta Igreja compõe-se de ilimitado número de membros  de ambos os sexos, de  qualquer nacionalidade e condição social, crentes em nosso Senhor Jesus Cristo, e tem como única regra de  fé e prática  e fonte de  toda autoridade, as  Sagradas  Escrituras do  Velho  e do Novo  Testamentos  e  aceita  como  síntese  doutrinária  a Confissão de Fé Congregacional da Aliança das Igrejas Evangélicas Congregacionais do Brasil. 
Art. 3º - Esta Igreja só reconhece por sua cabeça o nosso Senhor  Jesus Cristo,  e em matéria  de culto, de doutrina, de disciplina e de conduta, sua  constituição  é a  Bíblia  Sagrada, donde emana toda a sua autoridade. 
Art. 4º -  Como  forma de governo eclesiástico, esta  igreja usa  o sistema  Congregacional, onde seu órgão maior é a sua assembléia de membros regularmente convocada que decide, como última instância, todas as questões da comunidade. 
Art. 5º -  Esta  Igreja  funciona  por  tempo  indeterminado  e  é autônoma  e  soberana  em  matéria administrativa, espiritual e disciplinar. 
Art. 6º - Esta Igreja em matéria espiritual e doutrinária tem como seus  representantes diretos os oficiais  Pastores e  Presbíteros,  conforme  a   possibilidade  de  eleição  dos mesmos, e no  que  concerne  as  coisas  temporais  o seu  órgão  gestor  é o Departamento de Patrimônio, cuja diretoria é eleita pela assembléia da Igreja, dentre os seus membros, bienalmente. 
Parágrafo Único - Essa  diretoria ou  administração executará as resoluções das assembleias a ela afetas, e qualquer resolução que tomar será ad-referendum das assembleias da Igreja. 
Capítulo II
Dos membros – Seus Direitos, Deveres e Penalidades. 
Art. 7º - A membrezia da Igreja é composta de todas as pessoas crentes em nosso Senhor Jesus, de ambos os sexos, recebidas pelo batismo, ou por transferência de outra igreja que professe os mesmos princípios básicos da fé em Cristo. Farão parte da Igreja ainda os crentes recebidos por jurisdição, independente de terem sido transferidos. 
Parágrafo Único – Os novos crentes serão admitidos à membrezia da Igreja através do batismo por aspersão. Os admitidos através de transferência ou por jurisdição mesmo se tiverem sido batizados por imersão não serão obrigados a se submeterem ao batismo praticado pela Igreja.
Art. 8º - É vedado à aceitação de indivíduos autodeclarados que assumem comportamentos contrários ao bem viver cristão e sua comunidade, quais sejam:
I – os homossexuais; homoparental; lésbicas; bissexuais; transexuais; travestis; e, transgêneros.
II – união contínua publica, entre pessoas do mesmo sexo.
III – os intersexuais, variação de caracteres sexuais incluindo cromossomos, gônadas e/ou órgãos genitais que dificultam a identificação de um individuo como totalmente feminino ou masculino. Se a pessoa consentir viver ordeiramente com a finalidade sexual escolhida seguindo os preceitos das Sagradas Escrituras, será um caso avaliado pelo Conselho de Oficiais da Igreja.
Art. 9º -  A pessoa civilmente incapaz poderá se tornar membro da igreja, através do batismo ou caso já tenha sido batizado em outra igreja evangélica, se tiver a idade mínima de quinze anos. 
§ 1º – O exercício pleno da membrezia por parte da pessoa civilmente incapaz ou relativamente incapaz terá restrições no que se refere a sua presença na assembléia da igreja, não podendo ser arrolada como presente, votar, ser votada ou usar da palavra. Essa restrição acabará quando ela adquirir a maioridade civil ou a emancipação. 
§ 2º - O menor de idade só poderá ser recebido como membro mediante a autorização, por escrito, do responsável legal por ele. 
Art. 10 - Todo o membro em plena comunhão com esta igreja tem o privilégio de votar e  ser votado para alguma função dentro da mesma;  usar da  palavra  nas  suas reuniões obedecendo à ordem regimentar;  apresentar  propostas  e  discuti-las  calmamente; participar da  Santa  Ceia;  comunicar ao  Pastor ou  aos  Oficiais  qualquer  ocorrência ou fato  anormal  referente à  si próprio ou a qualquer  membro da Igreja, sendo este último caso acompanhado de uma testemunha; e finalmente tomar parte em todas as reuniões da comunidade. 
Art. 11 - É dever  de  todo  o  membro  da  Igreja  participar  do  culto  público e  as demais  reuniões; comparecer a  todas  as assembleias; exercer  com zelo e lealdade os cargos que  lhe forem confiados  por  nomeação  ou  por  eleição;  contribuir  alegre  e  voluntariamente   com o dízimo e ofertas para  a manutenção da  Igreja; evitar  por todos os meios comentários  impróprios,  agressivos  à Igreja,  ao Pastor, aos Oficiais ou a qualquer outro membro; acatar  e respeitar o  Pastor,  prestando-lhe as honras devidas próprias ao seu elevado cargo, comparecer   imediatamente   ao Conselho de Oficiais da Igreja (Pastores, Presbíteros e um representante do diaconato),  quando   para   isso  for convidado  e finalmente promover pelo exemplo a boa ordem e a reverência no recinto sagrado. 
Art. 12 - É passivo  de  pena  o  membro da  Igreja  que se afastar da Confissão de Fé Congregacional,   que   se   opor   à  doutrina  do   Espírito   Santo,   conforme exposta nas Sagradas Escrituras, que  relatar  a  quem  quer que seja o que se passar  nas  assembléias reservadas;  que  promover  escândalo;  que  cometer  ato  incompatível com os sagrados  preceitos do Evangelho, quer doutrinários ou morais. 
Art. 13 - As penas disciplinares são assim classificadas: 
§ 1º - Censura eclesiástica,  se  houver  acusação  comprovada contra  qualquer  membro de uma falta com certa gravidade. Esse tipo de disciplina será aplicado pelo Conselho de Oficiais. 
§ 2º - Suspensão  da  comunhão por tempo determinado  ou  indeterminado, quando provado que qualquer membro tenha cometido uma falta grave que venha a escandalizar o Evangelho. Esse tipo de disciplina será aplicado pelo Conselho de Oficiais e comunicado a assembleia da Igreja para registro em ata. 
§ 3º - Exclusão ou eliminação no caso do disciplinado  não  se mostrar  arrependido do seu  ato pecaminoso. A exclusão também alcançará a quem apostatar da fé ou abandonar a Igreja por seis meses sem dar satisfação à direção da mesma. Esse tipo de disciplina só será aplicado pela Igreja reunida em assembléia. 
§ 4º - Tratando-se dos dois primeiros tipos de disciplina (censura eclesiástica e suspensão de comunhão), se houver interesse do membro penalizado, ele pode recorrer à assembleia de membros da Igreja.  
Art. 14 – Uma vez sob disciplina máxima (exclusão) ou por desligamento voluntário os membros perdem todos os direitos que antes tinham. E os membros faltosos objeto de suspensão de comunhão terão os seus direitos suspensos até serem reabilitados. 
Parágrafo Único- Os membros suspensos, excluídos ou  eliminados, poderão  ser reabilitados à comunhão da  Igreja e  a  todos  os demais  privilégios como membros regulares,  desde que dêem provas concretas do seu arrependimento. 
Art. 15 – Nenhum membro da Igreja será disciplinado sem a instauração de um processo em que sejam arroladas testemunhas, e sem que seja dado ao acusado o amplo direito de defesa e do contraditório.  
Capítulo III
Do Patrimônio e Sua Administração. 
Art. 16 - O Patrimônio da Igreja será constituído das contribuições feitas pelos seus membros e congregados, por donativos,  legados, móveis e imóveis, títulos e apólices da dívida pública, juros e quaisquer outros rendimentos permitidos pela legislação em vigor em nosso País.  
Art.17 - A Diretoria do Patrimônio, órgão gestor da administração da Igreja, será eleita bienalmente dentre os membros da  Igreja em plena comunhão e constará de Diretor, Vice Diretor, 1º e  2º Secretários e Tesoureiro. 
Art.18 - Aos administradores compete dirigir e zelar todos os negócios da Igreja, concernentes ao seu patrimônio, dando conhecimento as assembleias de todos os seus atos. 
Art.19 - Os administradores do Patrimônio reunir-se-ão,   regularmente,  em  dias convencionados, sob a direção do Diretor, para  tomar  conhecimento  do  estado  das finanças da Igreja;  providenciar  sobre os arranjos  necessários à limpeza, boa  ordem  e decência do recinto sagrado. 
Parágrafo Único – A Diretoria de Patrimônio deve arrolar, em livro apropriado, todos os bens da igreja móveis e imóveis para controle e para prestar relatório quando for pedido pela assembléia ou pelas autoridades do País. 
Art.20 - A aquisição ou venda de  imóveis só poderão ser  feita  mediante  prévio consentimento da Igreja, consoante preceitua o parágrafo único do art. 6º deste Estatuto. 
Art.21 – Por ocasião da assembleia ordinária da igreja, o  tesoureiro  da Diretoria do Patrimônio apresentará um  balancete financeiro à  mesma. 
§ 1º - Os dízimos e as ofertas entregues a Igreja, depois de contabilizados, serão depositados em conta corrente e/ou poupança num Banco a sua escolha, e que será movimentada pelo Pastor da Igreja e pelo Diretor do Patrimônio ou pelo tesoureiro na impossibilidade de um dos dois, sempre com assinaturas conjuntas. 
§ 2º - O tesoureiro ficará de posse de um determinado valor a ser definido pela Diretoria de Patrimônio para fazer face às pequenas despesas. 
Art. 22 - O Pastor Titular da Igreja é o Presidente ex-ofício (por força do seu ofício) da administração da mesma, cabendo-lhe a liderança também dos trabalhos de natureza administrativa. 
Capítulo IV
Da Departamentalização da Igreja 
Art. 23 – As diversas atividades da Igreja serão executadas através de seus departamentos devidamente organizados, que terão uma diretoria composta de diretor, vice-diretor, secretário e tesoureiro. 
Art. 24 – Cada segmento de pessoas dentro da Igreja (homens, mulheres, jovens, adolescentes e crianças) fará parte do departamento correspondente que terá a sua diretoria escolhida pelas pessoas do próprio segmento, exceto a do departamento de crianças que será nomeada pelo Pastor da Igreja, ouvido o Conselho de Oficiais. 
Parágrafo Único – Os Departamentos que contemplam os segmentos de pessoas dentro da Igreja, exceto o Departamento Infantil, terão um conselheiro nomeado pelo Pastor da mesma. 
Art. 25 – Os demais departamentos (Missões, Beneficência, Música, Contabilidade, Educação Religiosa, e outros) terão a sua diretoria nomeada pelo Pastor da Igreja, ouvido o Conselho de Oficiais da mesma. 
Parágrafo Único -  As diretorias escolhidas serão apresentadas a Igreja para sua homologação em assembleia. 
Capítulo V
                                                 Dos Oficiais da Igreja 
Art. 26 -- São três as categorias de oficiais desta Igreja: Pastores, Presbíteros e Diáconos. 
Art. 27 -- Os Pastores são os oficiais chamados por Deus e consagrados para exercerem o ministério pastoral segundo a graça divina. Para exercerem o ministério nesta Igreja eles são eleitos conforme definido nos Arts. 41, 42 e 43, e empossados para o exercício de seu mandato. 
Parágrafo Único – Dentre os Pastores um será eleito como Pastor Titular que se responsabilizará pela direção da Igreja em sua plenitude. O Pastor Titular é o representante oficial da Igreja perante a Denominação a que a Igreja pertence, perante as outras instituições e perante os órgãos governamentais. 
Art. 28 -- O pastor titular será sustentado financeiramente pela Igreja que lhe pagará mensalmente a título de prebenda no mínimo cinco salários mínimos vigentes no País. Além disso, terá ele direito ao FGTM (8% sobre o salário pastoral), férias, décimo terceiro salário e outros benefícios definidos pela Denominação à qual a Igreja é filiada. 
§ 1º - Caso a igreja não tenha condições financeiras de atender o pastor conforme explicitado no artigo em questão poderá haver uma negociação quanto ao seu sustento pastoral. Assim que ela tiver condições de atender ao mínimo estipulado no artigo em apreço deve fazê-lo, ou até mais, a critério da Igreja. . 
§ 2º - Os outros pastores que auxiliam o ministério terão, de acordo com as possibilidades da Igreja, o seu sustento garantido, ficando a cargo da assembléia da Igreja definir esse assunto. 
Art. 29º - Os pastores da Igreja estão expressamente proibidos de oficiar casamentos de pessoas do mesmo sexo dentro ou fora do santuário da Igreja.   
Art. 30 -- Os Presbíteros são os oficiais eleitos pela Igreja para auxiliar o Pastor Titular no governo da mesma, principalmente na  área de pastoreio do rebanho, cabendo-lhe o ministério da visitação, da oração pelos membros e congregados da Igreja e o zelo pela doutrina, santidade e pureza da mesma. 
Parágrafo Único – O Pastor Titular poderá delegar aos Presbíteros a realização de atos pastorais tais como celebrar a Ceia, impetrar a bênção apostólica após os cultos da Igreja e realizar cerimônias fúnebres. Essa delegação contemplará aos Presbíteros dirigentes das Congregações e Pontos de Pregação da Igreja e será registrada em ata da assembléia.  
Art. 31 -- Os Diáconos são os oficiais escolhidos pela Igreja para cuidar especialmente dos crentes necessitados. Cabe ainda ao ministério diaconal zelar pela boa ordem do culto, distribuir a Ceia do Senhor e outros serviços na Casa do Senhor. 
Art. 32 – Poderão ser eleitos oficiais da Igreja pessoas do sexo masculino, maior de vinte e um anos de idade, que goze de boa reputação dentro e fora da mesma, e que tenham vida piedosa e apego pela Igreja da qual é membro. 
Parágrafo Único – Os oficiais da Igreja, inclusive os Pastores, devem atender ao perfil delineado nas Sagradas Escrituras (Diáconos - At 6.3; 1 Tm 3.8-10,12; Pastores e Presbíteros – 1 Tm 3.2-7; Tt 1.6-9).    
Art. 33 -- Os oficiais Pastores, Presbíteros e Diáconos se reunirão periodicamente sob  liderança do Pastor Titular para oração e avaliação do desenvolvimento do trabalho do Senhor através do ministério da Igreja. 
Parágrafo Único – É vedada a reunião de oficiais sem a presença do Pastor Titular da Igreja ou sem a sua autorização.
Art. 34 – Somente serão considerados oficiais efetivos da Igreja (pastores, presbíteros e diáconos) aqueles que tiverem sido eleitos pela assembleia da Igreja. 
Capítulo VI
Das Assembleias da Igreja. 
Art. 35 - As assembleias da Igreja são classificadas como ordinárias, extraordinárias e especiais. 
§ 1º - Entende-se por assembléia ordinária a que  é realizada  bimestralmente  para  tratar de assuntos corriqueiros da Igreja. 
§ 2º - Entende-se por assembléia  extraordinária  a que é realizada em qualquer época, para tratar de  assuntos  urgentes  que exijam uma decisão da Igreja. 
§ 3º - Entende-se por assembleias  especiais  as  que  se  realizam  com  a   finalidade de  eleger  ou destituir Pastores, Presbíteros e Diáconos,   organizar igrejas, e   só poderão  funcionar  em primeira convocação com  no mínimo cinquenta por cento mais um dos   membros  em atividade, e em segunda convocação, trinta minutos depois, com no mínimo trinta por cento dos membros da Igreja. 
Art. 36 - As  assembleias ordinárias e  extraordinárias  poderão  funcionar até com  um  terço  dos membros em  atividade, isto em primeira convocação. Na segunda convocação, trinta minutos depois da primeira, funcionará com qualquer número de membros. 
Art. 37 – Quando se tratar de aquisição ou venda de imóveis ou de outro assunto qualquer que pela sua magnitude exija uma participação maior dos membros da Igreja o quorum exigido é o mesmo de uma assembléia especial.    
Art. 38 - Todas as assembleias serão convocadas por editais que serão colocados nos quadros de avisos e nos órgãos informativos da Igreja, além do anúncio no púlpito e em suas reuniões. 
Parágrafo Único – Todas as assembleias terão o seu registro em livro de atas para adquirirem os seus efeitos legais.  
Art. 39 - Ao Pastor Titular compete convocar e presidir todas as assembleias, na  qualidade de presidente da comunidade. Nas suas impossibilidades ele nomeará um Pastor Auxiliar para presidir as assembleias. Não tendo Pastor Auxiliar, ele nomeará um dos Presbíteros em exercício para presidir as assembleias. No impedimento do Pastor Titular e de Pastores Auxiliares, um Presbítero, no exercício da função, do consenso do colegiado de Oficiais, presidirá a assembleia, desde que esteja em consonância com a Denominação a que esteja filiada.

                                                          Capítulo VII
Das Eleições da Igreja 
Art. 40 - Serão considerados eleitos, legalmente, para os diversos departamentos da Igreja, os irmãos que obtiverem maioria simples de votos. 
Parágrafo Único - Se no primeiro escrutínio, havendo concorrência, o candidato não tiver maioria simples de votos, proceder-se-á novo escrutínio, entre as duas pessoas mais votadas. 
Art. 41 - Os Pastores, Presbíteros e  Diáconos   serão  eleitos  em  assembléia    especial  convocada exclusivamente para  este  fim, e só serão destituídos dos seus  cargos  antes do término do mandato por assembléia da Igreja da mesma natureza. 
Art. 42 - Os Oficiais Pastores, Presbíteros e Diáconos, serão eleitos para um mandato de acordo com os   respectivos   ofícios   na igreja   local por  tempo indeterminado.
 

Art. 43 - Só serão eleitos os Pastores e Oficiais que  obtiverem no mínimo 2/3 (dois terços) de votos  dos presentes na assembléia. 
                                                        Capítulo VIII
Do Conselho FiscaI 
Art. 44 – Esta Igreja terá um Conselho Fiscal composto de três membros titulares e dois suplentes que substituirão os titulares em suas ausências, eleitos pela assembléia da Igreja de três em três anos, para fiscalizar a movimentação financeira da mesma, sendo um deles escolhido por eles para ser o relator. 
Parágrafo Único - Os conselheiros não podem ser parentes dos gestores da Igreja até 3º grau. 
Art. 45 – Os conselheiros poderão a qualquer hora auditar todas as tesourarias das diversas áreas da Igreja e responderão unicamente a assembléia da mesma. 
Art. 46 – Anualmente a movimentação financeira da Igreja será submetida à apreciação do Conselho Fiscal para o seu parecer do exercício fiscal do ano anterior, junto à primeira assembleia do ano

                                                    Capítulo IX

                                    Das Disposições Gerais e Transitórias 
Art. 47 - Além deste Estatuto, a Igreja  poderá adotar um regimento interno para a boa ordem de seus trabalhos regulares. 
Art. 48 - Os membros  da  Igreja  responderão  pelas  obrigações  contraídas  pela  administração aprovadas ou homologadas pelas assembleias. 
Art. 49 - Caso a experiência mostre futuramente a necessidade de  ser  reformado o presente Estatuto, só poderá acontecer isso em uma assembléia especial convocada para essa finalidade. 
Parágrafo Único – Numa possível reforma deste Estatuto os Artigos constantes do Capítulo I não poderão ser alterados.           
Art. 50 - Os casos omissos no presente Estatuto e no Regimento Interno se houver, serão resolvidos pela Igreja em suas assembleias. 
Art. 51 - Caso esta Igreja venha a se dividir, o seu patrimônio móvel, imóvel e financeiro pertencerá à parte que continuar a apoiar e a praticar os princípios congregacionais e as doutrinas expressas na Confissão de Fé Congregacional. Se ambas as partes os aceitarem in totum, passará a pertencer àquela que estiver com a maioria de votos na assembléia. 
Paragrafo Único – Para arbitrar a questão de uma possível divisão, esta Igreja se submete a decisão da Denominação a que pertence. Se a Igreja não estiver ligada a nenhuma Denominação, o árbitro será a Igreja que a organizou.
Art. 52 - Caso esta Igreja venha a dissolver-se por qualquer motivo, de sorte que não restem doze membros, dentre eles  um  Presbítero e um  Diácono,  que  funcionem  como  Igreja regular,  todos  os  seus  móveis,  imóveis e disponibilidades financeiras se reverterão  em  favor da ____________________________________________________. 

Art. 53 - O presente Estatuto foi  aprovado  em  assembléia especial realizada em ............ e entrará em vigor a partir do seu registro no Cartório correspondente, ficando revogadas  todas as disposições em contrário. 

CRISTO NA BÍBLIA - HEBREUS (CRISTO, O SUMO SACERDOTE)

CRISTO NA BÍBLIA   (Pr. Eudes)
                      HEBREUS  -  CRISTO, O SUMO SACERDOTE

 A carta aos Hebreus foi escrita para fortalecer a fé dos irmãos em Cristo oriundo do judaísmo que viviam em Roma, e que estavam, por causa da perseguição ao Evangelho, tentados a abandonar o Cristianismo e voltar ao Judaísmo. Nessa carta o autor mostra que a atitude daqueles irmãos estava errada, pois o Cristianismo era superior ao Judaísmo por ser ele o ápice do programa redentor em que o judaísmo era a fase preparatória e o Cristianismo a fase consumada. Ainda o livro apresenta uma galeria de heróis da fé para animar a vacilante igreja da época. Na sua argumentação, o autor de Hebreus                                              revela que Cristo era superior aos antigos profetas, a Moisés, a Josué e até aos próprios anjos e lhes apresenta a razão para isso: “O qual, sendo o resplendor da sua glória, e a expressa imagem da sua pessoa, e sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder, havendo feito por si mesmo a purificação dos nossos pecados, assentou-se à destra da Majestade, nas alturas; Hb 1.4. “feito tanto mais excelente do que os anjos, quanto herdou mais excelente nome do que eles” Hb 1.30.  Em seguida, o autor de Hebreus trata de outro assunto relevante nessa relação Judaísmo x Cristianismo que é a questão do sacerdócio e da obra realizada por esse segmento religioso de Israel. Hebreus apresenta Cristo como o Sumo Sacerdote da nossa confissão, portanto superior a Arão (primeiro sumo sacerdote israelita) por ser Ele da ordem de Melquisedeque. “Assim, também Cristo não se glorificou a si mesmo, para se fazer sumo sacerdote, mas glorificou aquele que lhe disse: Tu és meu Filho, hoje te gerei. Como também diz noutro lugar: Tu és sacerdote eternamente, segundo a ordem de Melquisedeque” Hb 5.5,6. A carta aos Hebreus, complementando esse assunto, mostra que a obra realizada por Cristo na cruz foi o grande e perfeito sacrifício pelos pecados, portanto superior aos sacrifícios que os sacerdotes israelitas realizavam diariamente, inclusive aquele realizado pelo sumo sacerdote no Dia da Expiação. “E assim todo sacerdote aparece cada dia, ministrando e oferecendo muitas vezes os mesmos sacrifícios, que nunca podem tirar pecados; mas este, havendo oferecido um único sacrifício pelos pecados, está assentado para sempre à destra de Deus” Hb 10.11,12. “Mas, vindo Cristo, o sumo sacerdote dos bens futuros, por um maior e mais perfeito tabernáculo, não feito por mãos, isto é, não desta criação, nem por sangue de bodes e bezerros, mas por seu próprio sangue, entrou uma vez no santuário, havendo efetuado uma eterna redenção” Hb 9.11,12.
Pr. Eudes Lopes Cavalcanti