segunda-feira, 26 de setembro de 2016

A Ressurreição Geral

As coisas que em breve devem acontecer (V) A Ressurreição Geral No programa divino está previsto a ressurreição dos mortos, tanto de salvos como de perdidos. O ser humano foi criado por Deus com uma parte material (corpo) e uma parte imaterial (alma chamada também de espírito). (Gn 2.7). O pecado de nossos primeiros pais atingiu a alma e o corpo do ser humano (Rm 5.12). Ainda segundo o plano divino, o homem integral (corpo e alma) é responsável pelos seus atos morais praticados durante a sua existência neste mundo. O Evangelho promete para o homem, além da salvação de sua alma, a ressurreição do seu corpo, glorificado, quando da segunda vinda de Cristo (1 Ts 4.16). No capítulo 15 de 1ª Coríntios o apóstolo Paulo discorreu longamente sobre a ressurreição, com corpos glorificados, dos crentes falecidos. (1 Co 15.1-58). Escrevendo aos Filipenses Paulo disse que o corpo dos crentes será transformado num corpo semelhante ao corpo do Cristo ressurreto, com as mesmas propriedades (Fp 3.20,21). A doutrina da ressurreição corporal tem respaldo tanto no Antigo como no Novo Testamento. No Antigo Testamento encontramos o profeta Daniel falando sobre o assunto (Dn 12.2). No Novo Testamento o Salvador num de seus sermões tratou também da questão (Jo 5.28,29). O Espírito Santo revela no texto de 1ª Coríntios 15 que os crentes que estiverem vivos no dia da Segunda Vinda do Senhor, terão os seus corpos mortais revestidos de imortalidade, ou seja, glorificados. Isto quer dizer que tanto os mortos salvos ressuscitados como os salvos que estiverem vivos terão corpos glorificados, semelhantes. Sobre a ressurreição dos mortos não salvos a Bíblia não fala muito sobre o assunto. Infere-se que eles ressuscitarão com corpos especiais, capazes de suportar o juízo divino, e com esses corpos sofrerão eternamente. Falando sobre o juízo final, o autor de Apocalipse assim se expressou: “O restante dos mortos não reviveram até que se completassem os mil anos” (Ap 20.5). Discute-se sobre o assunto quando ocorrerá a ressurreição dos mortos. Uns dizem que a ressurreição geral ocorrerá ao mesmo tempo quando da segunda vinda do Senhor (amilenismo). Outros acham que a ressurreição de salvos e perdidos ocorrerá separada uma da outra por 1.000 anos (premilenismo). Observando o escopo geral da doutrina, é melhor pensar numa única ressurreição geral quando da segunda vinda do Senhor, seguindo-se o juízo final e o estado eterno. Pr. Eudes Lopes Cavalcanti

O Milênio

As coisas que em breve devem acontecer (IV) O Milênio Os profetas antigos previram um tempo em que Deus iria implantar um reino, através do Messias, onde imperasse a paz, a justiça e a prosperidade (Isaías 11; Dn 2.44; 7.13,14,27;...). Esse Messias seria da casa real de Davi (2 Sm 7.16). Os reinos do mundo nessa época passariam para controle do Messias (Dn 2.44; 7.13,14,27). Devido à reiterada ênfase nesse reino no Antigo Testamento, na época em que Jesus viveu havia uma grande expectativa por parte dos judeus quanto a sua implantação (At 1.6). A expressão Milênio vem de Apocalipse 20.1-6, onde há uma referência a um reino de mil anos, onde são mencionados a Igreja e o Cristo Rei. Os estudiosos bíblicos se dividem quanto à interpretação do Milênio: 1) Existem aqueles que interpretam o Milênio como um reino literal, cuja capital será Jerusalém e que o rei Jesus governará o mundo com a Igreja e que esse reino durará mil anos. Acreditam, eles, que a segunda vinda de Cristo inaugurará esse Reino – são os pré-milenistas; 2) Outros entendem que o Milênio é um período de tempo indeterminado em que as instituições sociais do mundo serão melhoradas, graças à ação do Evangelho, trazendo para as nações um período de paz, justiça e prosperidade nunca visto, e que a segunda vinda do Senhor dar-se-á logo após esse período – são os pós-milenistas; 3) Outros entendem que a mensagem de Apocalipse é apresentada de forma simbólica, portanto, não se pode entender o Milênio como um reino literal e sim de natureza espiritual, símbolo da vida perfeita dos crentes nos céus. Esse grupo diz ainda que o Milênio é o símbolo do reino de Cristo no coração dos crentes, fazendo-os gozar de paz com Deus, alegria e felicidade plena – são os amilenistas. Considerando que a mensagem do Apocalipse nos é apresentada de forma simbólica, e que a única referência a um reino de mil anos se encontra nele, é melhor optar pela linha amilenista por uma questão básica de coerência na interpretação desse precioso livro. Pr. Eudes Lopes Cavalcanti

O Período Tribulacional

As coisas que em breve devem acontecer (III) O Período Tribulacional Antes de a Grande Tribulação ser tratada no Novo Testamento, os profetas antigos já faziam menção ao “grande e terrível dia do Senhor”, dia ou período de tempo esse em que a humanidade sofreria os terríveis castigos de Deus (Jl 2.31; Ml 4.5;...). O Senhor Jesus em seu sermão escatológico registrado em Mateus, Marcos e Lucas, falou sobre um período de tribulação para todos, o qual nunca aconteceu antes nem acontecerá depois dele, e que se não fora abreviado por causa dos escolhidos, ninguém escaparia. (Mt 24.21). Falando a Igreja de Filadélfia (Ap 3.10) o Senhor Jesus disse que a guardaria da hora da provação que haveria de vir sobre o mundo inteiro para provar os que habitam na face da terra. Esse Período Tribulacional corresponde aos juízos de Deus previstos no Apocalipse através das sete trombetas e das sete taças, como manifestação da ira de Deus sobre o mundo iníquo (Apocalipse 8 a 18). Na Escatologia discute-se se a Igreja irá passar pela Grande Tribulação ou não. Um grupo de teólogos acha que não, que ela será arrebatada antes da sua instalação – são os Pré-Tribulacionistas. Outros admitem que a Igreja seja arrebatada no meio da Grande Tribulação – são os Meso-Tribulacionistas, e ainda outros pensam que a Igreja irá passar pela Tribulação, mas que será preservada por Deus dos juízos derramados sobre todos – esses são os Pós-Tribulacionistas. Quanto ao tempo da Grande Tribulação, uns acham que ela já aconteceu no primeiro século da era cristã – são os Preteristas. Outros acham que ela aconteceu e está acontecendo ao longo da história – são os Historicistas e outros acham que ela será um acontecimento futuro – são os Futuristas. É melhor pensar que o período tribulacional é um período de tempo de intenso juízo sobre um mundo incrédulo e que não aconteceu ainda, apesar de Deus sempre ter tratado, ao longo da História, os pecados dos homens através de seus justos juízos, pois o Senhor Jesus disse que nunca aconteceu algo similar a esse período nem antes nem acontecerá depois dele. Quanto ao arrebatamento da Igreja, em relação ao período tribulacional, é melhor pensar que ele acontecerá após a Grande Tribulação, pois Paulo disse que a Segunda Vinda não ocorrerá sem antes vir a apostasia e a manifestação do anticristo, coisas essas previstas no período tribulacional (2 Ts 2.1-12). Pr. Eudes Lopes Cavalcanti

O Arrebatamento da Igreja

As coisas que em breve devem acontecer (II) O Arrebatamento da Igreja No Seu programa eterno, Deus já determinou que o Senhor Jesus voltasse em glória a este mundo. Simultaneamente a Segunda Vinda do Senhor, ocorrerá o Arrebatamento da Igreja. As promessas do Arrebatamento da Igreja encontram-se em Jo 14.1-3, 1 Ts 4.16-19 e 2 Ts 2.1. Segundo o texto de 1 Tessalonicenses, quando da ocasião da Segunda Vinda do Senhor, os crentes falecidos irão ressuscitar com corpos glorificados e os crentes que estarão vivos naquela ocasião serão transformados. Todos os crentes ressuscitados, desde a primeira pessoa que foi salva neste mundo até ao dia da Segunda Vinda de Cristo, juntos com os crentes transformados (a Igreja completa, sem faltar ninguém), serão impulsionados pelo Espírito Santo para se encontrar com o Senhor Jesus nos céus atmosféricos e a partir daí estarão para sempre com o Senhor. Para efeito didático segmentamos o Arrebatamento da Igreja em três partes, a saber: a) A ressurreição em glória dos crentes falecidos – “Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro” 1 Ts 4.16 (Veja ainda Dn 12.2; Jo 5.28,29; 1 Co 15.52); b) A transformação dos crentes vivos – “Eis aqui vos digo um mistério: Na verdade, nem todos dormiremos, mas todos seremos transformados; Num momento, num abrir e fechar de olhos, ante a última trombeta; porque a trombeta soará, e os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados” 1 Co 15.51,52 (Veja ainda Fp 3.21; 1 Ts 4.17); c) O encontro com o Senhor Jesus nos ares – “Depois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor” 1 Ts 4.17 (Veja ainda Jo 14.3; 2 Ts 2.1). Observem que nos textos citados o arrebatamento está intimamente ligado à segunda vinda do Senhor em glória. A Bíblia não fala de uma vinda secreta, sete anos antes da vinda em glória de Cristo, para arrebatar a Igreja, como inferem os dispensacionalistas, mas a liga diretamente à segunda vinda em glória como já dito acima. Também não haverá um arrebatamento parcial quando os que estiverem prontos serão arrebatados e os outros depois quando se prepararem. O arrebatamento contemplará a igreja toda e não parte dela. Pr. Eudes Lopes Cavalcanti

A Segunda Vinda do Senhor

As coisas que em breve devem acontecer (I) A Segunda Vinda do Senhor O estudo da Teologia Sistemática tem uma área chamada de Escatologia - a Doutrina das Últimas Coisas. A Escatologia divide-se em duas partes: A Escatologia Individual que trata do futuro do individuo e que engloba dois temas: A morte e o estado intermediário; e a Escatologia Geral que trata do futuro de todos os indivíduos dentro do plano de Deus, e que engloba os temas: A segunda vinda do Senhor, o arrebatamento da Igreja, o período tribulacional, o milênio, ressurreição geral, julgamento final e o estado eterno. Neste artigo iremos tratar da Escatologia Geral, baseada na expressão que intitula este artigo, parafraseada do livro de Apocalipse, e nos deteremos na primeira coisa prevista no programa escatológico de Deus que é a segunda vinda do Senhor Jesus Cristo. A doutrina da segunda vinda do Senhor Jesus é uma das mais bem documentadas do Novo Testamento. Quase todos os livros tratam direta ou indiretamente do assunto (a exceção fica por conta dos livros de Filemom, 2 e 3 João). Essa vinda, segundo o Novo Testamento, será uma vinda pessoal, isto é, Cristo virá em pessoa mesmo. “Porquanto o Senhor mesmo, dada a sua palavra de ordem, ouvida a voz do arcanjo, e ressoada a trombeta de Deus descerá do céu,...” 1 Ts 4.16; Será uma vinda física. Jesus virá com o mesmo corpo que ascendeu aos céus depois da sua ressurreição. “E lhes perguntaram: Varões galileus, por que estais olhando para os céus? Esse Jesus que dentre vós foi recebido no céu, virá do mesmo modo como para o céu o vistes ir” At 1.11; Será uma vinda visível. Todas as pessoas o verão. “Então aparecerá no céu o sinal do Filho do homem; todos os povos da terra se lamentarão e verão o Filho do homem vindo sobre as nuvens do céu com poder e muita glória” Mt 24.30; Será uma vinda gloriosa. Jesus virá com o corpo glorificado e acompanhado dos anjos dos céus. “Então verão o Filho do homem vir nas nuvens, com grande poder e glória” Mc 13.26. Pr. Eudes Lopes Cavalcanti

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

O fermento dos fariseus (8.10-21)

O fermento dos fariseus (8.10-21) Depois do relato da segunda multiplicação de pães, o evangelista Marcos registra uma nova travessia do Mar do Galileia feita por Jesus e seus discípulos. Numa daquelas cidades ou aldeias naquela parte da Galiléia, Jesus defrontou-se com os fariseus que o tentavam pedindo que lhes mostrasse um sinal dos céus, talvez um milagre, sem ter uma necessidade específica para ser atendida. Em resposta Jesus negou realizar algum sinal para satisfazer o capricho de um segmento religioso incrédulo e insolente, sem ter uma necessidade premente. Depois Jesus tornou a atravessar o Mar da Galiléia, esquecendo-se os seus discípulos de levarem pão. Em seguida os advertiu para que se guardassem do fermento dos fariseus e de Herodes. Eles sem entender o que o Senhor dizia, conversavam entre si pensando que se tratava do esquecimento por não levarem o suprimento de pães para a jornada. Foi quando Jesus os censurou por terem o coração endurecido e por não acreditarem no seu contínuo poder provedor das necessidades do seu povo. E para reforçar o seu argumento cita as duas multiplicações de pães realizadas e os que sobraram delas para alimentá-los. Desse episódio podemos extrair quão fracos eram eles e incapazes de viver uma vida de total confiança no Senhor mesmo tendo contemplado as maravilhas feitas pelo Senhor Jesus. Hoje, também, nós discípulos do Senhor temos dificuldades de compreender as coisas do reino de Deus se não tivermos o auxílio do Espírito do Senhor. Pr. Eudes Lopes Cavalcanti

Segunda multiplicação dos pães (8.1-9)

Segunda multiplicação dos pães (8.1-9) A segunda multiplicação de pães deu-se do lado do Mar da Galiléia oposto ao da primeira multiplicação. Marcos começa o seu relato dizendo que estava junto de Jesus uma grande multidão e como não tinham o que comer o Senhor Jesus manifestou a sua preocupação com a situação junto aos seus discípulos, dizendo: “Tenho compaixão da multidão, porque há já três dias que estão comigo e não têm o que comer. E, se os deixar ir em jejum para casa, desfalecerão no caminho, porque alguns deles vieram de longe” Mc 8.2,3. No evangelho de Mateus como pano de fundo da segunda multiplicação de pães, nos é dito que a multidão tinha ido a Jesus para ser curada de seus males e ouvir a sua palavra (Mt 15.29—31). Depois dos discípulos apreensivos colocarem a dificuldade natural do momento, o Senhor perguntou-lhes quantos pães eles tinham e a resposta foi sete pães e alguns peixes. Como foi feito da primeira vez, Jesus mandou que a multidão se assentasse, e tomou os pães e os peixes, deu graças, partiu-os e os deu aos discípulos que distribuíram com a multidão, e todos comeram e se fartaram, e ainda sobraram sete cestos cheios de pedaços de pães. Marcos e Mateus nos relatam que foram quatro mil a quantidade de homens alimentados. Depois de se alimentarem, Jesus os despediu. Como na primeira multiplicação, podemos extrair como lição o extraordinário poder de que Jesus era possuidor, bem como a mensagem de cunho espiritual identificando Jesus como o Pão da Vida. Pr. Eudes Lopes Cavalcanti

terça-feira, 6 de setembro de 2016

A Cura dum surdo e gago em Decápolis (7.31-37)

A Cura dum surdo e gago em Decápolis (7.31-37) Depois de relatar a expulsão de um demônio da filha da mulher siro-fenícia, Marcos relata a cura de um surdo gago acontecida numa das cidades de Decápolis, uma região a sudeste do Mar da Galiléia composta de dez cidades. O texto nos diz que um surdo e gago foi levado por algumas pessoas à presença de Jesus, que lhe pediram a cura dele. Marcos nos diz que o Senhor tirou-o do meio da multidão, meteu os dedos em seus ouvidos, cuspiu e tocou em sua língua e disse Effata, que quer dizer abre-te, e os seus ouvidos foram abertos e foi solta a prisão de sua língua e falava perfeitamente. Em seguida Jesus ordenou que não divulgasse o ocorrido, mas o curado não se conteve e divulgava a todos o que acontecera, gerando nos ouvintes um profundo sentimento de admiração, a ponto de dizerem que tudo o que Jesus fazia era bom. Nesse episódio podemos identificar algumas lições: 1) é necessário falar de Jesus as pessoas e levá-las a fé em Cristo. O surdo e gago foi levado à presença de Jesus; 2) O valor da intercessão. Os que levaram o homem a Jesus rogaram por ele; 3) Deus tem os seus métodos de realizar as suas maravilhas e não precisa de ninguém dizer como deve fazer. Os que levaram o homem pediram que Jesus impusesse as mãos sobre ele; 4) O grande poder de que Jesus é possuidor. A cura foi imediata após a liberação de sua palavra, Effata; 5) Jesus tinha aversão a publicidade. O curado recebeu a ordem de não divulgar a cura; 6) Tudo o que Deus faz é bem feito. Pr. Eudes Lopes Cavalcanti

A Mulher Cananéia (7.24-30)

A Mulher Cananéia (7.24-30) Nessa seção do seu Evangelho, Marcos nos apresenta um episódio na vida do Salvador que aconteceu nos termos de Tiro e Sidom. Jesus estava hospedado numa casa e queria privacidade mas não conseguiu, pois uma mulher O procurou, desesperada, porque tinha uma filha que estava endemoninhada. O texto nos diz que a mulher era grega siro-fenícia, ou seja, uma gentia. Marcos nos diz que ela ouvindo falar de Jesus foi até Ele, e lançando-se aos Seus pés rogava-lhe que expulsasse o demônio de sua filha. O Senhor, para testar a sua fé, disse a ela: “... Deixa primeiro saciar os filhos, porque não convém tomar o pão dos filhos e lançá-lo aos cachorrinhos” Mc 7.27. Diante da humilhação da mulher e de sua insistência e fé, o Senhor disse-lhe: “... Por essa palavra, vai; o demônio já saiu de tua filha” Mc 7.29, e assim aconteceu, a criança foi libertada pelo poder de Jesus. Desse episódio podemos extrair algumas verdades, senão vejamos: Primeiro, a realidade da possessão demoníaca. As pessoas que não tem o Espírito, que não são seladas por Ele, estão suscetíveis de ser possuídas por demônios, o que não acontece com o crente, pois o lugar já está ocupado pelo Espírito de Deus (1 Jo 4.4). Segundo, o Senhor se manifestou para desfazer as obras do Diabo (1 Jo 3.8). O Senhor Jesus venceu o diabo na cruz e o expôs ao desprezo eterno. Todo o reino das trevas está submisso ao poderio de nosso Senhor Jesus Cristo. Terceiro, a súplica com fé sempre tem uma resposta positiva da parte de Deus (Mt 21.22). Pr. Eudes Lopes Cavalcanti

A Tradição dos Anciãos (7.1-23)

A Tradição dos Anciãos (7.1-23) Nesse trecho do seu evangelho, Marcos trata de uma crítica que os escribas e fariseus de Jerusalém fizeram a Jesus porque os seus discípulos não lavavam as mãos antes de comer, citando como base para essa crítica uma tradição vigente no judaísmo. Essa crítica ensejou a Jesus chamá-los de hipócritas por desprezarem o mandamento divino e se apegarem as suas tradições e justificou a censura citando a profecia de Isaías (Is 29.13), que diz: “Este povo honra-me com os lábios, mas o seu coração está longe de mim. Em vão, porém, me honram, ensinando doutrinas que são mandamentos de homens” Mc 7.6,7. Em seguida, Jesus acusou os líderes religiosos judeus de abandonarem as Escrituras e se apegarem as tradições (exigências maiores do que a Palavra de Deus exige), e chegou até a citar uma máxima existente na época que dizia que se um filho se consagrasse ao Senhor não teria mais nenhum compromisso com os seus pais, estaria livre de obedecer à lei divina que diz que os filhos devem amparar os seus pais na velhice. Depois, Jesus dirigiu-se a multidão em parábola dizendo que o que entra no homem não o contamina e sim o que sai dele. Interrogado pelos seus, sobre o significado da parábola, Jesus disse que o que entra no homem (o alimento) é processado e o que não serve mais é lançado fora, mas o que sai do homem sai do seu coração e é isto que o contamina, pois é lá que se processam as motivações que levam as ações pecaminosas, tais como adultério, prostituição, homicídio, furto, avareza, maldade, engano, dissolução, inveja, blasfêmia, soberba, etc. Pr. Eudes Lopes Cavalcanti