sexta-feira, 10 de março de 2017

O primeiro de todos os mandamentos (Mc 12.28-34)

Reflexões no Evangelho de Marcos O primeiro de todos os mandamentos (Mc 12.28-34) Presentes à disputa dos Saduceus com o Senhor Jesus sobre a ressurreição estavam os Escribas, e um deles fez-lhe a seguinte pergunta: “Qual o primeiro de todos os mandamentos?”. A pergunta com certeza tinha em vista o Decálogo. O Senhor Jesus respondeu para ele que o primeiro de todos os mandamentos era amar a Deus sobre todas as coisas e também disse que o segundo mais importante era amar ao próximo como a si mesmo. Concluindo a resposta Jesus disse que não havia mandamento maior do que esses dois. Satisfeito com o que ouviu, o escriba disse: “... Muito bem, Mestre, e com verdade disseste que há um só Deus e que não há outro além dele; e que amá-lo de todo o coração, e de todo o entendimento, e de toda a alma, e de todas as forças e amar o próximo como a si mesmo é mais do que todos os holocaustos e sacrifícios” Mc 12.32,33. Diante da sábia resposta do escriba, o Senhor Jesus disse que ele não estava longe do reino de Deus. Esse foi o último embate que o Senhor Jesus teve em sua última semana. O que se segue é o Senhor fazendo perguntas a eles e esclarecendo dúvidas sobre si e as Escrituras. No que se refere ao Decálogo, o Senhor Jesus com a sua resposta o sintetizou em duas partes: os quatro primeiros mandamentos que tratam do relacionamento do homem com Deus foi sintetizado em amar a Deus sobre todas as coisas. Os seis restantes que tratam sobre o relacionamento do homem com o seu semelhante foi sintetizado em amar ao próximo como a si mesmo. Tratando-se do primeiro mandamento da síntese de Jesus, é bom lembrar que o amor a Deus deve vir primeiro do que o amor à família, aos negócios, às coisas, etc. Tratando-se do segundo, não devemos nos esquecer do dever de amar a todos indistintamente como amamos a nós mesmos. Pr. Eudes Lopes Cavalcanti

CRISTO NOS PROFETAS - INTRODUÇÃO

CRISTO NA BÍBLIA (Pr. Eudes) CRISTO NOS PROFETAS - INTRODUÇÃO Deus, segundo a Bíblia, é um ser transcendente, que habita num lugar inacessível, não pode ser compreendido pelo ser humano dado ao seu fulgor e a sua glória, mas também é um ser imanente, interage com a sua criação. Nessa interação aprouve a Ele por graça e misericórdia se revelar a si mesmo através das coisas criadas e principalmente através das Sagradas Escrituras, sendo os profetas um dos instrumentos dessa revelação. “Havendo Deus, antigamente, falado, muitas vezes e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas...” Hb 1.1. Os profetas se dividem em profetas da palavra e profetas da escrita. Os profetas da escrita escreveram os livros canônicos, os outros não. Dezesseis foram os profetas escritores (Jeremias escreveu dois livros). O primeiro profeta de que se tem noticia foi Enoque, o sétimo depois de Adão, citado por Judas em seu livro no Novo Testamento. Ele falou da segunda vinda do Senhor Jesus. “E destes profetizou também Enoque, o sétimo depois de Adão, dizendo: Eis que é vindo o Senhor com milhares de seus santos, para fazer juízo contra todos e condenar dentre eles todos os ímpios, por todas as suas obras de impiedade que impiamente cometeram e por todas as duras palavras que ímpios pecadores disseram contra ele” Jd 14,15. O ultimo profeta foi João Batista, cessando aí a atividade profética do Antigo Testamento. “A lei e os profetas duraram até João” (Lc 16.16). Os profetas como porta-vozes de Deus falaram sobre o Messias vindouro desde tempos remotos. “E nos levantou uma salvação poderosa na casa de Davi, seu servo, como falou pela boca dos seus santos profetas, desde o princípio do mundo” Lc 1.69,70. O Senhor Jesus que falou de Si mesmo foi um profeta especial semelhante a Moisés, que estava profetizado em Dt 18.15-19. Todos os profetas escritores direta ou indiretamente falaram sobre o Messias vindouro. “E ele lhes disse: Ó néscios e tardos de coração para crer tudo o que os profetas disseram! Porventura, não convinha que o Cristo padecesse essas coisas e entrasse na sua glória? E, começando por Moisés e por todos os profetas, explicava-lhes o que dele se achava em todas as Escrituras”. Lc 24.25-27. (Veja ainda Lc 24.44). Convém atentar para a mensagem profética e o que ela diz acerca do Bendito Salvador. Pr. Eudes Lopes Cavalcanti

PREGAÇÃO PASTOR EUDES - 05/03/17. A PRESENÇA DE DEUS NA IGREJA

terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

CANTARES – O AMADO DA MINHA ALMA

CRISTO NA BÍBLIA (Pr. Eudes) CANTARES – O AMADO DA MINHA ALMA O livro de Cantares foi o primeiro dos três livros canônicos escritos por Salomão: (Cantares, Provérbios e Eclesiastes). Nesse livro, Salomão enfatiza a beleza, o encanto do relacionamento sexual envolvendo um homem e uma mulher dentro do matrimônio. Parece que das mil mulheres que Salomão teve, a Sulamita do livro de Cantares era o verdadeiro amor de sua vida. Ainda nesse livro podemos observar os passos do relacionamento conjugal começando com o namoro, seguido do noivado e tendo por ápice o casamento do rei com a campesina Sulamita. O livro de Cantares era lido na festa da Páscoa para comemorar a nova relação pactual que Deus tinha estabelecido com Israel após libertá-lo da escravidão egípcia. Os profetas, especialmente Oséias, relatam uma relação especial de Deus com Israel, onde Deus é identificado como marido de Israel e Israel como esposa de Yavé, numa relação pactual de natureza espiritual, onde se estabelecem privilégios e responsabilidade, principalmente o amor de Deus por Israel e a fidelidade de Israel para com Deus. Em diversas ocasiões os profetas antigos identificavam os desvios idolátricos de Israel como uma prostituição, um adultério espiritual, como uma quebra do relacionamento matrimonial. No Novo Testamento o Senhor Jesus, o Yavé da Velha Dispensação é identificado como o atual noivo da Igreja isto em parábola proferida pelo próprio Senhor (a parábola das bodas – Mt 22.1-14 e a das dez virgens – Mt 25.1-13, e através dos escritos apostólicos – 2 Co 11.2; Ef 5.27; Ap 21.2). Que Salomão em Cantares simboliza Cristo não se tem dúvidas. Ele simboliza Cristo na busca por uma noiva, pela proposta de casamento para ela e pela relação intima de casados. A Igreja tem-No como o amado de sua alma, como aquele para quem os seus afetos estão direcionados. No livro de Apocalipse está previsto uma festa de núpcias entre Cristo o noiva e a igreja, a noiva do Cordeiro (Ap 19.9), festa esta que se dará quando do segundo advento de nosso Senhor Jesus que vem buscar a Sua noiva, arrebatando-a para si (1 Ts 4.13-18). Pr. Eudes Lopes Cavalcanti

Os saduceus e a ressurreição (Mc 12.18-27)

Reflexões no Evangelho de Marcos Os saduceus e a ressurreição (Mc 12.18-27) Na época em que Jesus viveu, no meio do povo de Israel existiam diversos grupos religiosos dentre eles os saduceus. Esse grupo era composto da classe alta da sociedade israelita e dentre os seus componentes tinham muitos sacerdotes. Esse grupo não acreditava nada do reino espiritual (anjos, espíritos) e nem também na ressurreição dos mortos (At 23.6-10). A máxima deles no debate contra a ressurreição era uma história que dizia que existiram sete irmãos e os sete, por obrigação da lei do levirato (O homem era obrigado a casar com a viúva de seu irmão), casaram-se, um após o outro, com a mesma mulher, e eles indagavam em suas disputas religiosas qual dos sete homens, quando da ressurreição dos mortos, seria o marido daquela mulher que casara com os sete. Eles aproximaram-se do Senhor Jesus contaram-lhe a história (fictícia ou não) e perguntaram a Ele, de quem seria a mulher na ressurreição dos mortos, pois os sete a tiveram como esposa. A pergunta deu ensejo a Jesus a desmontar o sofisma daquele segmento religioso incrédulo. O Senhor começou a repreendê-los pelo fato de não conhecerem as Escrituras nem o poder de Deus. Em seguida, o Senhor revelou uma parte do programa escatológico divino em que para os ressuscitados as relações familiares inexistem, pois eles serão como os anjos dos céus, que não se casam nem se dão em casamento. Depois o Senhor cita as Escrituras que os saduceus aceitavam (o Pentateuco) dizendo que Deus ao falar com Moisés, na sarça, se revelara como o Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó, e acrescentou Jesus: Ora Deus não é de mortos, mas sim é Deus de vivos. Concluindo, Jesus torna a repreendê-los dizendo que eles erravam muito em não acreditar na ressurreição corporal, no grande dia da consumação de todas as coisas. Pr. Eudes Lopes Cavalcanti

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

ECLESIASTES – A RAZÃO SUPREMA DO VIVER

CRISTO NA BÍBLIA (Pr. Eudes) ECLESIASTES – A RAZÃO SUPREMA DO VIVER O rei Salomão produziu três livros canônicos: Provérbios, Eclesiastes e Cantares. Cantares foi produzido na primeira fase do seu reinado. Provérbios no auge de sua vida ministerial e Eclesiastes no final de sua vida. A Bíblia nos revela que Salomão teve muitas mulheres, contrariando a recomendação do reino em Deuteronômio (Dt 17.8-13). As suas mulheres estrangeiras, adoravam outros deuses, e isso levou Salomão à idolatria e a afastar-se do Senhor. O texto histórico não relata a restauração espiritual de Salomão, mas isso aconteceu por causa da promessa de Deus feita a Davi em 2 Sm 7.12-16. Na aliança davídica, vemos que se o herdeiro de Davi (Salomão) falhasse Deus não retiraria dele a sua benignidade como tirara de Saul. O livro de Eclesiastes é uma profunda reflexão sobre a existência do homem na terra. Salomão fala sobre a falta de sentido da vida sem a presença de Deus. Tudo é vaidade e correr atrás do vento. O livro termina com um importante conselho: “Teme a Deus e guarda os seus mandamentos; porque isto é o dever de todo o homem”. Olhando as Escrituras podemos observar que o homem foi criado à imagem e semelhança de Deus e só Deus pode preencher o vazio do seu coração, ou seja, só Deus pode dá sentido à existência humana. O livro de Eclesiastes não tem nenhuma referência cristológica explicita, no entanto a sua mensagem fala profundamente da insatisfação da alma que vive só em função das coisas deste mundo e por natureza aspira pela presença de Deus. O Senhor Jesus citando Deuteronômio 7.3 disse que nem só de pão viverá o homem e sim também de toda a palavra que sai da boca de Deus. (Dt 8.3; Mt 4.4). Tratando da satisfação da alma, o Senhor Jesus disse que quem bebesse da água que ele desse nunca mais teria sede, pois essa água faria nele uma fonte que jorra para a vida eterna (Jo 4.14). Ele disse também que viera para que quem cresse nele tivesse vida e vida com abundância (Jo 10.10). Disse ainda o Senhor que quem cresse nele, do seu interior fluiria rios d`água viva (Jo 7.38). O vazio do homem identificado em Eclesiastes só pode ser preenchido, com certeza, pelo Bendito Filho de Deus, no Senhor Jesus Cristo. Pr. Eudes Lopes Cavalcanti

PROVÉRBIOS – A SABEDORIA DIVINA

CRISTO NA BÍBLIA (Pr. Eudes) PROVÉRBIOS – A SABEDORIA DIVINA O livro de Provérbios é um dos livros do grupo de livros do Antigo Testamento chamados de Poéticos. Os Poéticos por sua vez se dividem em livros de sabedoria (Jó, Provérbios e Eclesiastes) e livros hínicos (Salmos e Cantares). A maioria dos provérbios foi escrita por Salomão, que foi um habilidoso escritor. O texto de 1 Reis 5.12, nos diz que ele produziu três mil provérbios sendo muitos deles aproveitados no livro de Provérbios. Esse livro é o livro de máximas inspiradas por Deus. Os provérbios, conforme encontrados nesse livro, podem ser identificados por um versículo ou por um grupo deles. Quanto a Cristologia não encontramos nesse livro nenhum texto explicito que trate do assunto. No entanto, na discrição da excelência da sabedoria nos capítulos 8 e 9 (sendo sabedoria um substantivo abstrato), podemos observar uma personificação da mesma. É como se ela fosse uma personalidade (Pv 8.22-31). Termos tais como “o Senhor me possuía no inicio de sua obra”, “Deste a eternidade fui estabelecida”, “Quando ele preparava os céus, ali estava eu”, “então, eu estava com ele e era o seu arquiteto”, etc, inferem que o Senhor Jesus é representado nesse livro como a sabedoria divina. O rei Salomão foi o homem mais sábio da época, no entanto, nos é dito nos evangelhos que Jesus (Lc 11.31) é maior do que ele, inclusive no quesito sabedoria. Num monólogo dramático exposto no capitulo 8 de Provérbios, a sabedoria declara a sua associação com o Criador na eternidade, especialmente na obra da criação, inclusive dizendo que ela foi o agente da criação, o seu arquiteto, ou seja, Deus criou todas as coisas através dela. No Novo Testamento encontramos que o Senhor Jesus Cristo é a sabedoria de Deus (1 Co 1.24,30; Cl 2.3). Muitas das características da sabedoria descritas em Provérbios têm extraordinárias semelhanças Cristológicas. Pr. Eudes Lopes Cavalcanti

Pastor Eudes Lopes Cavalcanti - Pregação do dia 05/02/2017

Pastor Eudes Lopes Cavalcanti - Pregação do dia 29/01/2017